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Rio Grande do Sul busca mais protagonismo na exportação
Estado ampliou embarques de carne bovina, mas ainda tem participação pequena nas vendas totais do país frente a outros estados brasileiros
06/04/26
Alavancado por ganhos de produtividade, o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e conquistou o primeiro lugar no pódio dos maiores produtores mundiais de carne bovina em 2025. Com uma oferta de 12,35 milhões de toneladas, de acordo com as métricas norte-americanas, o país registrou também um recorde nas exportações da proteína vermelha, que somaram 3,5 milhões de toneladas e chegaram a cerca de 180 destinos. O desempenho positivo ocorreu apesar do contexto geopolítico complexo, marcado pela imposição de tarifas restritivas por parte dos EUA. A pecuária gaúcha acompanhou esse crescimento, mas representou apenas 2,75% dos embarques, uma fatia pouco expressiva quando comparada aos volumes exportados por outros estados.
Essa participação tímida tem causas históricas, segundo o professor Julio Barcellos, coordenador do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). “No início do século 20, o Rio Grande do Sul foi o principal exportador porque aqui estavam localizadas as principais indústrias europeias de abate e processamento de carnes. Isso muda, outras regiões emergem e a exportação, em 97%, se dá nos estados do Centro-Oeste e da Região Norte”, explica. Apenas na década passada, após a instalação do antigo Frigorífico Mercosul, o Estado passou a entrar nos mercados internacionais, com vendas direcionadas principalmente à China, observa o professor.
O impulso recente veio com o boom das carnes de “grife” e a inclusão de propriedades rurais na chamada Lista TRACES, sistema de certificação sanitária da União Europeia para exportações ao bloco. “Com alguns programas (de certificação) de carnes e a presença desses protagonistas nas grandes feiras de alimentação do mundo, começa a surgir um outro tipo de interesse para a carne do Rio Grande do Sul”, afirma Barcellos.
Em razão do foco no consumidor doméstico, o Rio Grande do Sul concentra mais de 200 unidades frigoríficas, mas apenas quatro — três plantas do grupo Minerva Foods, em Alegrete, São Gabriel e Bagé, e uma do frigorífico Silva, em Santa Maria — são habilitadas a exportar carne in natura, que representa o maior volume das cargas exportadas. A maioria tem a produção fiscalizada por serviços de inspeção sanitária estadual ou municipal. Para a venda de carnes fora do território nacional, é obrigatório nas embalagens o selo do serviço federal, o SIF, concedido pelo Ministério da Agricultura. “Muitas plantas são bem pequenas, têm um volume de abate bem reduzido. Mas temos outras, médias e grandes, que poderiam buscar essa habilitação para os mercados externos”, diz o presidente executivo do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs), Ronei Lauxen.
Efeito da redução do rebanho bovino gaúcho nos últimos anos, a falta de matéria-prima é outro entrave para uma fatia mais expressiva no ranking da exportação. O Estado, que na década passada chegou a ter mais de 13 milhões de cabeças, somava um total de 11,5 milhões em 2024, de acordo com dados do IBGE. Cientes das limitações de oferta, as entidades do setor agropecuário se articulam para reverter o quadro. “Muitos (produtores) migraram para agricultura e tiveram frustração de safra nos últimos anos. Existe uma vontade de retornar em parte da propriedade à produção de gado. E isso oportunizaria para as indústrias uma diminuição da ociosidade”, destaca Lauxen.
Diversificação de destinos
Com uma pecuária fortemente assentada em campos nativos, o Estado tem alta produção de forrageiras no verão, mas pouca pastagem no inverno, o que dificulta o ganho de peso diário dos animais na entressafra. “Temos uma qualidade muito boa e raças europeias que podem atender a mercados internacionais mais exigentes, um potencial para oferecer diferenciação ao resto da carne brasileira. Mas hoje a gente entrega menos volume e menos escala exportadora do que esses outros estados (do Centro-Oeste e Norte)”, diz o assessor de relações internacionais da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Renan Hein dos Santos.
A dependência em relação à China, que absorve quase metade dos embarques brasileiros, também preocupa. Em janeiro, o país asiático passou a aplicar limites à importação de carne de alguns países — para o Brasil, o patamar em 2026 foi estabelecido em 1,1 milhão de toneladas. Caso excedam os volumes definidos, as importadoras chinesas, que antes eram sobretaxadas em 12%, arcarão com uma tarifa adicional de 55%. “A China é um grande comprador e agora faz um movimento de proteger a sua pecuária. Isso vai afetar o Brasil, novos mercados são muito importantes”, avalia Santos.
Diante da pressão por diversificar os destinos, o agronegócio gaúcho vislumbra oportunidades no recém-assinado acordo União Europeia-Mercosul, que, segundo o governo brasileiro, deve entrar em vigor provisoriamente em 1º de maio. No ano passado, o Estado exportou 2,133 mil toneladas para o bloco, com receitas de 2,378 milhões de dólares. O tratado prevê uma cota adicional de 99 mil toneladas de carne bovina para o bloco sul-americano, com tarifa reduzida de 7,5%. A “Cota Hilton”, para cortes nobres, terá tarifas zeradas.
Também geram expectativa as negociações com a Coreia do Sul e a Indonésia, além da vinda de uma comitiva do Japão à Região Sul. Ainda sem data oficialmente confirmada, a visita pode trazer avanços para o ingresso da carne brasileira no mercado japonês, um dos mais cobiçados pelo agronegócio. Porém, para que consigam celebrar mesmo pequenos contratos de exportação, os produtores precisam evoluir em rastreabilidade bovina, afirma Barcellos, do Nespro. “Não temos propriedades grandes que permitam aumentar o volume de carne com as qualidades exigidas por esses mercados. Precisamos, talvez, formar alguma organização de produtores, que formem um pool de oferta tendo maior número de animais para o abate”, sugere.
Boom nos embarques para a carne de grife
Programas de certificação agregam valor à proteína bovina e impulsionam exportações para mercados mais exigentes em qualidade
Em um cenário global fortemente regulado, cada vez mais atento à procedência dos alimentos, os programas de certificação de carnes dão visibilidade à proteína do Brasil. O sucesso das exportações do segmento reflete o trabalho de pecuaristas e técnicos nas últimas duas décadas para produzir animais geneticamente superiores, capazes de garantir cortes com as características de sabor, maciez e valor nutricional desejadas pelos consumidores internacionais. Agregadas ao produto como um selo de qualidade, as certificações atestam que os bovinos abatidos cumpriram uma série de requisitos, como composição racial mínima de 50% de raças europeias, e fomentam a profissionalização no campo com o pagamento de bonificações aos pecuaristas que alcançam os padrões exigidos.
Presente em 12 estados e no Distrito Federal, o Programa Carne Angus Certificada, da Associação Brasileira de Angus, comemorou em 2025 um salto de 260% nos embarques de carnes fornecidas por seus associados em relação a 2024. No período, foram exportadas 11,28 mil toneladas de cortes certificados para 35 destinos, sendo que 11% saíram do Rio Grande do Sul. Mais da metade desse volume foi para China, seguida por Israel, com 21%. Além do aumento das remessas, houve uma valorização de 27,2% no preço da tonelada negociada, que chegou à média de 8.505 dólares ante o ano anterior e superou em 53% a média das vendas brasileiras.
Por trás dos números impressionantes, estão investimentos em divulgação e abertura de mercados da associação de criadores em parceria com o governo federal, por meio da participação em feiras internacionais, diz o gerente nacional do programa, Maychel Carvalho Borges. Graças a essa promoção comercial, o país se beneficiou da queda de oferta de exportadores reconhecidos, como Estados Unidos e Austrália. “Países que produzem alta qualidade de carne vêm com um déficit de rebanho. Esse mercado veio para o Brasil com muita força. Ele já encontra uma cadeia totalmente organizada pelo programa”, explica Borges.
Hoje, 48 plantas frigoríficas no país são autorizadas a usar o selo oficial do programa nos cortes comercializados. Para atender à demanda internacional, os abates de animais dentro do plano de certificação chegaram em 2025 a um número recorde de 613,21 mil cabeças – o Rio Grande do Sul respondeu por 28% do total. O desempenho possibilitou a produção de 53 mil toneladas de cortes certificados, das quais 21,3% foram destinadas à exportação. Mesmo após um ano “excepcional”, Borges acredita que há espaço para crescimento, especialmente no mercado chinês. “O nosso maior desafio ainda é provar que a carne Angus pode ser tão boa quanto uma carne americana, a australiana. Estamos (ainda) beliscando esse mercado”, afirma.
Novas adesões na mira
Outro exemplo bem-sucedido vem do Programa Carne Hereford, da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB). No ano passado, a entidade registrou aumento de 105% nas exportações de cortes certificados, que ultrapassaram 263 toneladas. As cargas foram enviadas a clientes recorrentes, como Maldivas e Portugal, mas chegaram também a novos destinos, como Itália, Holanda e Canadá. O gerente do programa, Felipe Azambuja, diz que o reconhecimento do Brasil como fornecedor de carne premium é gradual, pois o país demorou a se firmar nesse segmento. “O Brasil se posicionou por possuir no grande mercado, que é o Centro-Oeste, (com) raças zebuínas que se adaptam melhor, mas que não produzem uma carne de extrema qualidade como as raças europeias”, observa.
Os planos para os próximos anos, segundo Azambuja, incluem a busca de mais indústrias parceiras. Hoje, são sete as unidades frigoríficas credenciadas pelo programa no país, duas delas no Rio Grande do Sul. A adesão de novos pecuaristas é incentivada com fóruns e eventos de aproximação, além de estratégias recentes como a modalidade de sócio comercial. “Uma associação, muitas vezes, é rotulada por trabalhar muito para os produtores de genética. Então, através de diversas vantagens, a ABHB lançou esse sócio comercial, para atrair a participação desses usuários da genética Hereford e Braford. para que direcionem os seus animais às plantas parceiras do programa”, explica Azambuja.
Integração lavoura-pecuária

Melhoramento genético e sanidade animal são pilares da pecuária de alta performance que resultou na valorização internacional da carne brasileira. Mas, sem nutrição adequada, a equação da eficiência no campo fica incompleta, tem certeza o produtor Joaquim Mello. Engenheiro agrônomo, ele é um entusiasta da integração lavoura-pecuária no Rio Grande do Sul, técnica adotada nas três propriedades voltadas à cria, recria e terminação de bovinos Angus que administra, as fazendas Santa Eulália, em Pelotas; Santo Antônio, em Tapes; e Estância das Taleiras, em Pedras Altas. A primeira a entrar no sistema foi a Santa Eulália, onde, no início dos anos 70, ele alternou as culturas da soja e do arroz no verão com pastagens de azevém no inverno. Na época, a integração era um conceito ainda pouco difundido no Estado.
“Eu sempre entendi que, para produzir carne de qualidade, temos de ter um ambiente favorável. O primeiro passo desse ambiente seria a alimentação”, enfatiza Mello. Com o bom impacto da rotação de cultivos, o produtor contribuiu na consolidação do Angus no Estado e foi pioneiro também no abastecimento de frigoríficos que operam no mercado externo. Hoje dono de um rebanho de 6 mil cabeças, ele adquiriu os primeiros exemplares da raça no início da década de 80, após assumir a liderança da propriedade de Tapes, pertencente à sua família e até então arrendada. “Comecei invernando boi nessa estância. Na hora de escolher os animais para abate, notei que o gado Angus engordava ‘na frente’ dos outros, porque esse campo tinha bastante banhado e muita boiadeira”, explica, referindo-se à gramínea forrageira popular na pecuária brasileira.
Mello, então, foi ampliando o plantel e aprimorando o rebanho para atender ao setor exportador. A experiência na área começou por volta do ano 2003. “Éramos ao redor de 20 produtores, quando começou um trabalho da Associação (Brasileira de Angus) voltado a produzir uma carne melhor”, recorda. O grupo fornecia animais ao Frigorífico Mercosul, que na época absorveu a antiga Companhia Industrial de Carnes e Derivados de Bagé (Cicad) e exportava carne para outros países – em 2015, a empresa foi adquirida pelo Marfrig. Hoje, Mello destina toda a produção ao Minerva Foods.
Mello estima que comercialize em média 2 mil cabeças por ano. Sempre atento à nutrição dos animais, o produtor investe agora no gado de cocho. A estratégia, testada na fazenda Santo Antônio, consiste em suplementar a alimentação do rebanho com grãos e feno de azevém pré-secado, para acelerar o ganho de peso. “Esse gado vai todo para a exportação. Há poucos dias, abati novilhos que deram 588 quilos de carne, ao redor de 300 quilos por carcaça. Em animais jovens, é um acabamento excepcional”, orgulha-se.
Pecuária do Pampa promove seus diferenciais
Impulso a exportações de carne para destinos como a União Europeia depende de avanços em rastreabilidade bovina, avaliam lideranças

Entre representantes do agronegócio, é unânime a avaliação de que a carne bovina brasileira vive uma fase não apenas de crescimento nas remessas ao exterior, mas também de reposicionamento na arena internacional. Investimentos em rastreabilidade bovina e divulgação dos atributos distintivos da pecuária desenvolvida no Rio Grande do Sul são mencionados entre as ações que precisam concentrar os esforços de produtores e indústrias.
“A gente saiu de uma lógica puramente commodity para uma agenda crescente de valor agregado. O mundo está pagando mais por carne com identidade”, diz a presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Antonia Scalzilli, destacando a perspectiva de exportação para mercados exigentes como a União Europeia, o Japão e a Coreia do Sul. “O Rio Grande do Sul entra com um diferencial competitivo absolutamente real: a produção baseada em campo nativo, os nossos programas de certificação de carnes, um potencial enorme de crescimento em rastreabilidade”, acrescenta. A abertura de novos mercados, porém, depende de constância no abastecimento no padrão da carne exportada, afirma Antonia.
Para aumentar a oferta de carne de alta qualidade e a produtividade das indústrias do setor, que hoje operam com ociosidade, o Instituto lançou em fevereiro o Fundo de Promoção da Carne Gaúcha (Fundocarne). A iniciativa é mantida com recursos coletados de produtores, frigoríficos, associações de raça e leiloeiros, em todas as fases da operação comercial. “O pecuarista, quando vende para o frigorífico, através de um remate ou para outro pecuarista, pode fazer uma doação espontânea, R$ 0,50, R$ 1 por cabeça. Já recebemos até R$ 10 por cabeça numa venda de animais puros”, exemplifica Antonia.
Outro foco do fundo será o consumidor, por meio de ações de promoção da carne gaúcha. Com um vídeo institucional intitulado “Carne Gaúcha é Diferente”, a primeira campanha do Fundocarne destacou as particularidades do bioma Pampa e a tradição do churrasco. Outros projetos serão anunciados nos próximos meses. “A gente precisa criar uma imagem de que no Sul existe um estado que tem um clima diferente, que produz um animal diferente, uma carne diferente do restante do Brasil”, diz Antonia.
A produtora Ana Doralina Menezes, presidente da associação multissetorial Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, reforça a necessidade de divulgar a combinação de solo, clima e tradição que garante um sabor especial à carne do Pampa gaúcho, a exemplo do conceito de terroir consagrado na indústria de vinhos. “A gente escuta muito dos clientes internacionais: ‘Eu não sabia que o Brasil tinha um produto similar, igual, ou melhor que o do Uruguai’. Hoje, a indústria frigorífica está muito focada em comunicar isso”, diz.
PNIB é desafio
Na busca de protagonismo nas exportações brasileiras de carne bovina, ganha ênfase a adesão ao Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB). Lançado pelo governo federal no final de 2024, o projeto busca melhorar o rastreamento dos rebanhos com um sistema de identificação individual padronizado – um brinco ou botton – que registrará o histórico e a trajetória de cada animal, desde o nascimento até o abate. No modelo atual, baseado na Guia de Trânsito Animal (GTA) emitida pelos produtores, o monitoramento é feito por lote de animais.
O avanço é considerado decisivo para acesso a países da União Europeia, que adiou para a 2027 a aplicação da lei conhecida como EUDR (European Union Deforestation Regulation). Pelas novas regras, as importadoras do bloco deverão comprovar, com dados de geolocalização, que não adquiriram produtos oriundos de áreas de pecuária desmatadas.
Hoje, diz Ana Doralina, o Estado tem mais de 200.000 propriedades rurais, mas menos de 100 são contempladas na TRACES, a plataforma online da Comissão Europeia que certifica as fazendas autorizadas a exportar. “Se a gente quer agregar valor ao nosso produto, vai ter de saber trabalhar as qualidades dele, e a rastreabilidade é baixa nesse sentido”, avalia a pecuarista.
A implementação do PNIB será gradual e a meta é atingir todo o rebanho brasileiro até 2032. No Rio Grande do Sul, 50 propriedades participam do projeto-piloto de rastreabilidade individual de bovinos, coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Ana Doralina lembra que, no passado, alguns produtores tiveram experiências negativas com o rastreamento e é preciso desmistificar o investimento no plano. Os frigoríficos habilitados à exportação pagam bonificações aos pecuaristas que conseguem atender aos requisitos de importadores exigentes, mas as vantagens do sistema não se limitam a esses prêmios. “É uma ferramenta de gestão, o produtor tem muito mais informações do seu negócio. Então, fazer com que isso seja acessível e economicamente viável é um grande desafio”, conclui Ana Doralina.
Abiec descarta retração
Iniciada em março, a guerra no Irã testa a resistência das economias exportadoras. O conflito causou o bloqueio do Estreito de Ormuz, alterando rotas logísticas e elevando os custos do transporte marítimo. Apesar disso, o presidente da Associação Brasileiras das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, não vê retração no horizonte. A entidade projeta embarques entre 3,3 milhões e 3,5 milhões de toneladas de proteína bovina em 2026, um desempenho condicionado ao apetite dos mercados chinês e norte-americano.
“Vejo o Brasil bem posicionado para continuar ampliando sua presença global, justamente pela sua capacidade de atender a diferentes mercados com diferentes perfis de produto”, avalia o executivo. A razão do otimismo é que, no ano passado, o setor não apenas aumentou em 20% as exportações em volume na comparação com 2024, mas também obteve um crescimento de 40% na receita das vendas, que totalizou 18 milhões de dólares. “Isso mostra uma agregação de valor à carne bovina brasileira. Então, mesmo que o volume em 2026 fique mais próximo de 3,3 milhões de toneladas, é possível manter o resultado financeiro, dependendo do comportamento dos preços internacionais”, avalia Perosa.
Fonte: Patrícia Feiten/Correio do Povo
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