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Representantes do Mapa vêm ao RS esclarecer sobre a rastreabilidade

28/01/26

Carlos Goulart, secretário da Defesa Agropecuária do Mapa

 

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, o diretor do Departamento de Saúde Animal, Marcelo Mota e o coordenador-geral de Trânsito e Certificação, Bruno Cotta, participaram de agenda intensa no Rio Grande do Sul esta semana, com integrantes do Serviço Veterinário Oficial da Seapi e do setor produtivo. O encontro começou na terça-feira, na sede da Secretaria da Agricultura, com o GT de Rastreabilidade e encontro com os conselheiros do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal sobre demandas das cadeias de proteínas do estado.

Nesta quarta-feira, a agenda foi na Casa da Sanidade Animal, sede do Fundesa no Parque de Exposições Assis Brasil. O encontro contou com a presença dos dirigentes do Mapa, de representantes de frigoríficos, produtores e entidades associativas do setor de pecuária de corte do estado. A intenção do evento foi promover a integração e esclarecimentos sobre o calendário para a implantação do Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos, o PNIB que tem previsão de ser completamente implementado no Brasil até 2033. O Rio Grande do Sul tem um projeto piloto já em andamento. O fundo vem aportando recursos para a aquisição de materiais, como brincos e extratores, e contribuindo para a execução do projeto piloto, que inclui dezenas de propriedades, além do rebanho da Embrapa Pecuária Sul.

O secretário Carlos Goulart pontuou que a adesão do Brasil à rastreabilidade individual é uma condição irrevogável para o país - que é o maior exportador mundial de carne bovina - permanecer nesta condição. “Se o Brasil chegou ao topo da cadeia com a rastreabilidade em lote, por que não avançar para a identificação individual? O esforço que nos trouxe até o topo não será o que vai nos manter no topo. Chegar na liderança é diferente de se manter na liderança.” Para Goulart, a rastreabilidade individual não será fator de competitividade, apenas de equiparação com os maiores produtores mundiais. “Austrália, Estados Unidos, Canadá, México, Argentina e Uruguai já rastreiam. Não podemos mais ficar para trás.”

O diretor do DSA, Marcelo Mota, apresentou o andamento do calendário de implantação do PNIB e disse que até o final de 2027 as bases para que todo o país possa utilizar o sistema que abrigará os registros estarão prontas para utilização. Reconhecendo o esforço que o Rio Grande do Sul vem fazendo para agilizar a implantação do PNIB, Goulart afirmou que o estado possui diferenciais importantes que podem servir de modelo para os demais estados brasileiros. “O Rio Grande do Sul tem um grande número de pequenos produtores, tem exposições, remates e todo o tipo de dificuldade que os demais estados podem encontrar para a implantação do sistema”, pontuou Goulart ao provocar o estado a sair na frente.

Os representantes de produtores e frigoríficos presentes na reunião na Casa do Fundesa, tiraram dúvidas e foram orientados em relação às mudanças da rastreabilidade em lote, que é realizada hoje pelo Sisbov, para o novo modelo de identificação individual. Algumas questões normativas devem ser revistas e outras criadas para atender o novo modelo, batizado informalmente de Sisbov 2.0.

O secretário adjunto da Seapi, Márcio Madalena, afirmou que o interesse é criar um modelo adequado à realidade do Rio Grande do Sul, “que é diferente da realidade de outros estados e temos aqui total interesse em construir um formato de modelo ideal para o setor produtivo gaúcho”. Ao final do encontro, o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, celebrou a possibilidade da troca realizada com os representantes do nível central do Mapa e reconheceu que “a tarefa que se impõe requer muita dedicação e cuidado e muito diálogo, que foi o que se iniciou nesta semana no estado”.

                    

TEXTO: Thais D'Avila.
FOTO: Thais D'Avila.


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