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Mais da metade dos pecuaristas no Sul já percebe perda de efeito de antiparasitários
Pesquisa inédita foi encomendada pela farmacêutica Boehringer Ingelheim ao Instituto Datafolha
21/08/26
Fonte: GZH
Mais da metade (66%) dos pecuaristas no Sul já percebeu perda da eficácia de antiparasitários nos seus animais. Esse é um dos dados de uma pesquisa inédita encomendada pela Boehringer Ingelheim ao Instituto Datafolha. É o maior percentual entre as regiões pesquisadas e está acima da média brasileira, de 53%.
Com representatividade estatística, o estudo ouviu 460 tomadores de decisão em propriedades comerciais de corte e leite de 13 Estados. Na região Sul, foram 50 entrevistados — 64% ligados à pecuária de corte, 14% à produção de leite e 22% às duas atividades. E será apresentado durante a 49ª Expointer. Aliás, pela primeira vez, a Boehringer Ingelheim terá estande no parque Assis Brasil, em Esteio.
Roulber Silva, gerente de marketing da área de Grandes Animais da Boehringer, explicou à coluna que o estudo ajuda a entender por que a resistência parasitária preocupa. O uso repetido de determinados princípios ativos pode selecionar parasitas mais resistentes, reduzindo a duração e a eficiência dos tratamentos.
— Erradicar o carrapato, por exemplo, é impossível. É preciso aprender a conviver com ele e controlá-lo — afirma ainda o gerente de marketing.
No caso do Sul, o carrapato, aliás, foi o parasita mais citado entre os entrevistados.
— A região tem uma especificidade importante em relação ao carrapato. Temos uma presença muito grande de gado europeu, taurino, que é mais suscetível — esclareceu Silva.
Outro dado que chama a atenção é que, no Sul, a perda de eficácia de um antiparasitário (64%) supera a recomendação do veterinário (46%) como principal fator de troca de produto. Em todas as outras regiões e na média nacional, o veterinário lidera.
Segundo Silva, a pesquisa nasceu da necessidade de entender melhor os hábitos e as percepções dos pecuaristas sobre prevenção, tratamento e sanidade do rebanho.
Os dados do Sul x Brasil
Os parasitas que mais preocupam
- Carrapato: 80% no Sul x 70% no Brasil
- Mosca-dos-chifres: 30% no Sul x 48% no Brasil
- Berne: 22% no Sul x 17% no Brasil
- Mosca-dos-estábulos: 10% no Sul x 7% no BrasilVerminoses gastrointestinais: 8% no Sul x 7% no Brasil
Perda de produtivdade por conta de parasitas
- No Sul, 51% estimam perdas acima de 10 quilos por animal ao ano no corte, contra 37% no Brasil total. Além disso, o índice de "não sabe" é bem menor no Sul (21% vs. 37% nacional), o que sugere um produtor mais consciente e capaz de estimar suas perdas.
Perda de eficiência dos antiparasitários
- 28% dizem que os produtos são eficientes e têm efeito duradouro
- 66% dizem que são eficientes, mas já tiveram efeito mais duradouro no passado
- 4% dizem que não são eficientes
- O Sul tem o maior índice de percepção de menor durabilidade de toda a pesquisa. Enquanto a média nacional é de 53% percebendo menor durabilidade, no Sul esse número chega a 66%
Estratégias de controle de parasitas já utilizadas
- Vacinas: 92% no Sul x 94% no Brasil
- Manejo de pastagens/lotação: 56% no Sul x 83% no Brasil
- Rodízio de princípios ativos: 54% no Sul x 62% no Brasil
- Tratamento estratégico com calendário: 54% no Sul x 56% no Brasil
- Testes de eficácia: 12% no Sul x 19% no Brasil
- Tratamento seletivo (OPG): 8% no Sul x 17% no Brasil
Outros dados
- O Sul lidera a frequência mínima mensal de visitas veterinárias entre todas as regiões: 46%, acima do Sudeste (42%), Centro-Oeste (35%) e Norte (22%)
- No Sul, a perda de eficácia de um antiparasitário (64%) supera a recomendação do veterinário (46%) como principal fator de troca de produto. Em todas as outras regiões e na média nacional, o veterinário lidera.
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