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Bem-estar animal das cadeias produtivas tem mapeamento divulgado

O Cobea, Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal, acaba de lançar o relatório “Bem-Estar Animal na Cadeia Produtiva Brasileira – Evolução e Ambições para o Futuro”.

22/05/26

O Cobea, Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal, acaba de lançar o relatório “Bem-Estar Animal na Cadeia Produtiva Brasileira – Evolução e Ambições para o Futuro”. O documento é o primeiro mapeamento nacional do tema para aves, suínos e bovinos. A Cobea é uma entidade fundada em 2024 e conta com 11 membros: Cooperl do Brasil, Danone Brasil, Fazenda Speranza, Grupo IMC (International Meal Company), JBS Brasil, Mantiqueira Brasil, MBRF, Minerva Foods, Nestlé Brasil, Planalto Ovos e Special Dog Company. A diretora-executiva do Cobea, Elisa Tjarnstrom, formatou o material e conversou com exclusividade com a equipe de comunicação do Fundesa-RS.

Segundo Elisa, o Brasil está avançando bem em relação ao bem-estar animal. “Claro que o desafio Brasil é que se trata de um país enorme, com diferentes tipos de produção, tipo de granja, e muitas práticas bem variadas. Então é difícil de medir como está o status geral de práticas de bem-estar implementadas no país. Mas quando olhamos comparando com outros países aqui na região, por exemplo, em avaliações empresariais que existem, o Brasil tem um desempenho muito.” Ainda segundo a diretora, o desafio brasileiro é evoluir na conscientização, na adoção de boas práticas e tentar apoiar ao máximo os produtores, seja na parte financeira, seja com apoio tecnológico ou capacitação.

O consumidor também tem um papel importante de estimular e apoiar que a produção tenha boas práticas nos seus processos. O problema, segundo Elisa, é que a informação não é clara ao consumidor. “No setor de ovos já é um pouco mais conhecido, porque o consumidor identifica no rótulo os ovos que são produzidos com aves livres de gaiola, que é uma prática que vem ganhando mais espaço no Brasil.” Nas outras espécies estão ocorrendo algumas iniciativas, pontua Elisa, com a certificação de bem estar animal, como a ‘Produtor do Bem’, que foi a certificadora que idealizou a Cobea.

Na parte da sanidade animal, as questões relacionadas ao bem-estar têm impacto direto. Conforme Elisa, o relatório mostra que quando os animais com alto bem estar, que têm conforto e podem expressar comportamentos naturais, têm menor necessidade de medicamentos. “Esse ambiente favorável resulta em uma sanidade superior, diminuindo a necessidade de intervenções medicamentosas, como o uso de antimicrobianos, que muitas vezes acabam sendo utilizados apenas para compensar a falta de conforto e bem-estar nas criações.” Além disso, as boas práticas no trato com os animais afetam diretamente a produtividade do rebanho.

Para ler o relatório na íntegra, clique no link abaixo.

https://cobea.com.br/wp-content/uploads/2026/05/RelatorioDigitalCOBEAfinal.pdf


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