Notícias

Sanidade em discussão

29/04/19

Jornal Correio do Povo | Página 14

A 46ª Reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa) ocorre nesta semana em Cartagena das Índias (Colômbia), no momento em que o Brasil avança rumo à retirada da vacinação contra a doença. Os dois primeiros dias do encontro serão marcados pelo seminário pré-Cosalfa. O Rio Grande do Sul, que encaminhou há poucos dias pedido de vistoria ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) visando a suspender a imunização, vai expor alguns dos avanços recentes obtidos pelo serviço de defesa animal.

Segundo a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, Rosane Collares, três trabalhos serão apresentados pelo órgão, tratando das atividades de mitigação de risco, de educação sanitária, e dos atendimentos do Senecavirus, doença considerada confundível com a aftosa, que atinge a suinocultura. “O Rio Grande do Sul é o único Estado que tem pronta a sua análise de risco de introdução e dispersão da aftosa”, afirma Rosane.

Único fórum específico para discussão sobre a aftosa, a Cosalfa reúne todos os países da América do Sul, que contam suas experiências e abordam desafios em comum. A discussão sobre a evolução do status sanitário nas Américas deve pautar o encontro. “Neste momento, o debate é importantíssimo porque estamos na iminência de retirar a vacina”, observa Rosane. Esta posição foi reiterada durante reunião do bloco 5 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa), que engloba os três estados do Sul e mais o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul. O Paraná, que pretende vacinar o seu rebanho pela última vez em maio, ainda possui metas a serem cumpridas – entre elas a análise de risco, que o Rio Grande do Sul já concluiu, segundo Rosane.

CAMPANHA.
No Rio Grande do Sul, a campanha de vacinação ocorre normalmente em maio, entre os dias 1° e 31. A única novidade é a alteração na dosagem das vacinas, que passou de 5ml para 2ml. Material informativo, elaborado com apoio do Fundesa, está sendo distribuído para alertar aos produtores. “O volume de 5ml acabava gerando uma reação inflamatória muito maior”, afirma Lucila Carboneiro dos Santos, fiscal estadual agropecuária do Programa de Febre Aftosa. Embora o Estado esteja em processo de retirada da vacina, a meta é manter um alto índice de cobertura para esta etapa, em torno de 98%, assim como ocorreu nas últimas campanhas.


Voltar para notícias

    Entidades constituintes

    • Sips
    • Asgav
    • Sipargs
    • Sindilat
    • Sicadergs
    • Farsul
    • Fetag
    • Acsurs
    • Sindicarnes