Notícias

Planejamento e ações direcionadas orientam o trabalho das equipes do Programa Sentinela

Na terceira e última reportagem da série, o trabalho dos fiscais estaduais agropecuários e dos técnicos agrícolas

09/07/21

O trabalho das equipes do Programa Sentinela da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) começa semanas antes delas saírem a campo. É a parte mais estratégica, um trabalho de Inteligência, de traçar rotas, identificar pontos sensíveis, zonas vulneráveis, onde a presença da fiscalização do Serviço Veterinário Oficial é importante e necessária.

“É todo um trabalho de preparação das equipes, que se revezam ao longo do mês, para a atividade. A gente verifica as últimas denúncias daquela região, vê o relatório elaborado pela equipe anterior, faz contato com as equipes locais e conversa com o serviço de inteligência da Secretaria também”, destaca Paulo Coelho de Souza, veterinário e analista agropecuário. E a partir destas informações, destes dados, se monta um cronograma de atividades determinado para aquele período.

As equipes da SEAPDR estão divididas em quatro blocos (A, B, C e D) entre o Chuí e Derrubadas, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai e a Argentina.

“A minha equipe trabalha no bloco D que compreende parte das Missões e a região Noroeste, na divisa com a Argentina. Nossas ações são basicamente fiscalização de trânsito, com barreiras fixas ou volantes em locais estratégicos de alta movimentação de cargas vivas e produtos e também fiscalização de propriedades. E todo trabalho é feito com apoio das forças policiais, geralmente da região na qual estamos trabalhando”, conta a fiscal agropecuária da SEAPDR, Brunele Chaves.

De acordo com Brunele, nesta região da fronteira, são apreendidos muitos animais sem comprovação de origem, que quando confirmadas as irregularidades, são encaminhados para abate sanitário em estabelecimentos sob inspeção. Toda a carne que resulta do abate é inspecionada, resfriada e desossada e então é doada para instituições de caridade. “Muitas vezes o serviço de fiscalização não é recebido com simpatia por parte da população, mesmo na ausência de inconformidades. Mas é um risco inerente à nossa atividade”, constata ela.

Já Paulo Coelho de Souza trabalha na região de fronteira com o Uruguai, onde são mais comuns as ocorrências de gado de corredor, ou seja, criação irregular de animais nas faixas de domínio. “A gente tem feito um forte trabalho de educação sanitária, buscando conscientizar o produtor da importância do serviço de vigilância e do apoio dele nesta atividade de fiscalização”, destaca.

“Nós conseguimos criar uma cultura de presença do Programa Sentinela nas comunidades, buscando estimular a confiança das pessoas no nosso trabalho, nas nossas competências. E acredito que estamos conseguindo atingir resultados importantes”, diz Paulo.

Os fiscais que participam do programa recebem treinamentos específicos em diversas áreas, como de inteligência, estatística, operacional. “E como a gente trabalha junto com o pessoal da segurança, a gente acaba trocando e aprendendo muito com eles também”, ressalta Paulo.

“A gente deve muito do sucesso do programa ao comprometimento e à capacidade dos analistas, fiscais e técnicos agrícolas, que fazem parte da equipe, de solucionar problemas. Existe um extenso e claro regramento a ser seguido, mas o dia a dia sempre acaba nos apresentando situações fora do comum que os servidores têm conseguido responder de forma muito eficiente, atendendo aos objetivos do Sentinela”, destaca o coordenador do Programa, Francisco Lopes.

Denúncias de irregularidades podem ser feitas pelo e-mail sentinela@agricultura.rs.gov.br ou pelo Notifica RS no WhatsApp (51) 98445-2033, no site da Secretaria (veja aqui) ou nas Regionais da Secretaria da Agricultura.

Fonte: Seapdr/RS

Foto: Divulgação/Seapdr


Voltar para notícias

    Entidades constituintes

    • Sips
    • Asgav
    • Sipargs
    • Sindilat
    • Farsul
    • Fetag
    • Acsurs