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CP: Estado prepara pedido de auditoria ao Mapa

04/10/18

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) se prepara para solicitar, em breve, ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a auditoria que irá avaliar se o Estado está apto a retirar a vacinação contra a febre aftosa. Após duas reuniões realizadas nesta semana com a Superintendência do Mapa no Rio Grande do Sul, o órgão estadual informou que vai aguardar até o dia 30 de outubro para avaliar se as metas previstas no plano de ação entregue ao ministério foram cumpridas.

“Essa avaliação vai nos possibilitar ver se temos condições de solicitar uma auditoria”, explicou o diretor do Departamento de Defesa Agropecuária (DDA) da Seapi, Antonio Carlos de Quadros Ferreira Neto. Entre as metas previstas no plano entregue ao Mapa estão questões que envolvem treinamento de pessoal e fortalecimento de infraestrutura para combater a doença. Segundo Ferreira Neto, todos os itens estão bem adiantados. Por ora, não há uma definição sobre a possibilidade de o Rio Grande do Sul realizar as duas etapas de vacinação em 2019.

“A princípio nossa ideia é andar na sombra do Paraná”, explica o diretor do DDA. Segundo o superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, Bernardo Todeschini, antes da auditoria é necessário que o Estado comece a implementar o seu plano de ação. Do contrário, os servidores do ministério não encontrariam nenhum “fato novo” durante a visita. Uma auditoria orientativa foi feita no final do ano passado, quando o Mapa apresentou algumas recomendações à Seapi. O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, acredita que ainda há tempo hábil para a auditoria do Mapa ocorrer em 2018. De acordo com ele, as demandas apresentadas com o objetivo de aperfeiçoar o combate à doença têm sido atendidas, inclusive por meio da alocação de recursos do fundo.

EXPECTATIVA.

A expectativa no Paraná é de que o relatório preliminar do Mapa sobre a auditoria realizada há um mês seja entregue nos próximos dias. “Dependendo do resultado, o Estado poderá decidir se quer pleitear a retirada da vacinação de imediato, dentro do cronograma previsto, ou não”, esclarece o diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Afonso Kroetz. Conforme o cronograma do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (Pnefa), o fim da vacinação no Paraná está previsto para 2021, mas a intenção daquele estado é imunizar pela última vez em maio de 2019. Segundo Kroetz, a retirada da vacinação será benéfica para a Região Sul em áreas como a produção de suínos, já que serão eliminadas as barreiras para o intercâmbio de genética.

Jornal Correio do Povo, página 11


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